A aposentadoria de um ídolo

Hoje, segunda-feira, dia 14 de fevereiro de 2011, o mundo do futebol acordou um pouco mais triste. Desde ontem a notícia já vinha sendo vinculada, mas no começo da tarde de hoje, durante uma coletiva de imprensa, Ronaldo Luis Nazário de Lima anunciou sua aposentadoria dos gramados.

Ele não era mais o mesmo, é verdade, mas por conta de todo seu histórico a comoção ao redor do mundo foi impressionante. Outros craques – e alguns até gênios – também se aposentaram recentemente. Zidane, Figo, Batistuta, Nedved, Romário, além de vários outros, são exemplos disso. Mas o ate de pendurar a chuteira de nenhum deles causou tanta repercussão (nem o golpe de MMA  do Zidane no Materazzi na final da Copa do Mundo de 2006).

Falar de todas as superações da carreira do Fenômeno já é clichê. Não tem a menor necessidade disso. Fato curioso, e que vale ser lembrado, é que nunca, pelos clubes, ele obteve tanto sucesso quanto na seleção brasileira. Calma, não me xinguem ainda. Ele foi sensacional nos clubes que passou, sempre com ótima média de gols, mas nunca levou uma competição continental, por exemplo. Convenhamos, pra gigantes como Barça, Inter, Real Madrid e Milan, os campeonatos nacionais são importantes sim, mas a obsessão de todos eles no começo de cada temporada, é a Champions League.

Já pela seleção brasileira ele disputou quatro Copas do Mundo, chegando a três finais e ganhando duas. Além de ter se tornado, em 2006, o maior artilheiro de todas as Copas. Ainda ganhou duas Copas América e uma Copa das Confederações. Prêmios individuais e artilharias eu nem vou citar porque é bastante coisa.

O cara foi tão importante que faz até com que a gente sinta saudade de ouvir o chato do Galvão Bueno gritando “Rrrrrrrrrrrronaldiiiiiiiiiiiinho!”

A única coisa que nós, brasileiros e, principalmente, fãs de futebol ao redor do mundo, podemos dizer, é “Obrigado, Ronaldo”. “Obrigado, Ronaldinho”. “Valeu, Fenômeno”.

Droga… caiu um cisco no meu olho e tá incomodando…..

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UFC 126: Silva vs. Belfort

Já revi essa luta mais de 10 vezes. Tenho certeza que ainda irei rever mais algumas.

Inicialmente achei que o árbitro brasileiro Mario Yamasaki havia interrompido muito preocemente o combate. A tolerância dos juízes numa disputa de título é sempre maior do que em lutas comuns (Shane Carwin vs. Brock Lesnar foi o melhor exemplo disso). Mas agora, depois de rever tantas vezes a luta, percebo que foi a melhor decisão que o árbitro podia ter tomado. O chute do Anderson Silva entrou de forma perfeita, bem no meio do queixo do Vítor Belfort. Se isso não bastasse, quando o desafiante caiu no chão, o campeão teve toda a calma do mundo pra chegar uma das pernas do Vítor pro lado e, só depois, desferir os dois socos que acabaram de vez com a luta.

A luta foi curta e pouco movimentada. Quem mais tomou iniciativa, na verdade, foi Belfort. Após uma tentativa de chute de Anderson Silva, Vítor se defendeu, colocou pra baixo e tentou encaixar alguns golpes que não surtiram efeito. Na sequência, ainda sendo o único a partir pra cima, Vítor tentou encaixar uma sequência de socos. Pouco depois viria o chute que definiu a luta.

Ambos estavam extremamente preparados e concentrados. Por mais que Anderson Silva seja o campeão e venha quebrando récordes, acho que qualquer um dos dois podia sair vencedor. Vítor Belfort tinha totais condições de vencer. Talvez a falta de ritmo tenha feito a diferença, o que, particularmente, não acredito muito. A luta foi decidida no detalhe. Como qualquer grande luta, entre dois grandes atletas, é definida. Parabéns ao Spider.

Vítor vendo estrelas

O resto do card foi razoável.

As duas primeiras lutas foram a metade fraca do evento.
Miguel Torres venceu Antonio Banuelos (categoria galo) por decisão unânime dos jurados. Também por decisão, mas dessa vez dividida, o brasileiro Carlos Eduardo “Tá Danado” Rocha foi derrotado pelo americano Jake Ellenberger (categoria meio-médio).

Depois disso a coisa começou a esquentar de verdade.
Jon Jones, o garoto prodígio do UFC, venceu outro grande lutador da atualidade, Ryan Bader, com uma guilhotina no segundo round. Pra melhorar a noite do vencedor, ele ainda foi informado que será o desafiante do título dos meio-pesados, cujo atual campeão é o brasileiro Maurício “Shogun” Rua.

A última luta antes da principal, contou com dois ex-campões do UFC. Pela categoria dos meio-pesados, Forrest Griffin e Rich Franklin se enfrentaram numa luta que, se não empolgou tanto quanto a anterior, atraiu enorme atenção devido à grande popularidade dos dois atletas. Quem se deu melhor foi Griffin, que venceu por decisão unânime dos jurados.

Várias pessoas reclamaram de ter esperado até tarde pra ver uma luta que durou tão pouco (Vítor Belfort vs. Anderson Silva). O que essas pessoas não compreenderam foi a dimensão que esse evento alcançou. Pela primeira vez desde sua primeira edição, no longínquo ano de 1993, o Ultimate Fighting realmente chegou ao grande público. Veículos de comunicação que passaram anos ignorando o MMA, enxergaram todo o seu potencial financeiro e abriram espaço para o esporte. Eram dois brasileiros se enfrentando. Dois dos maiores lutadores da história. O fenômeno que toda uma geração de fãs acompanha desde o começo da carreira (Vítor) contra o maior da atualidade (Anderson). O mundo (ou boa parte dele) parou no sábado a noite por essa luta. As redes sociais foram tomadas quase que exclusivamente por comentários relacionados ao evento. Um esporte criado no Brasil (o antigo vale-tudo, atual MMA) e apreciado por todo o planeta.

Resta agora a torcida pra que esse interesse, de mídia e público, aumente cada vez mais. O esporte e os atletas agradecem.

RESULTADOS:

-Anderson Silva venceu Vitor Belfort por nocaute.
-Forrest Griffin venceu Rich Franklin por decisão (29-28, 29-28, 29-28)
-Jon Jones venceu Ryan Bader por finalização (Guilhotina)
-Jake Ellenberger venceu Carlos Eduardo Rocha por decisão (27-30, 29-28, 29-28)
-Miguel Torres venceu Antonio Banuelos por decisão (30-27, 30-27, 30-27)

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